A vida do Guile, sem corantes nem conservantes.
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Domingo, Julho 06, 2008
Já saí de Campo Grande, estou agora em Naviraí. Sul do Mato Grosso do Sul, quase Paraná.
Estava olhando a minha agenda e ela está realmente enroscada. Eu fico só dez dias em São Paulo, antes de viajar de novo para encontrar o Kita e a Tepê.
Pra eles é garantido que eu vou mestrar RPG. Shadowrun. Estava até a fim de bolar uma aventura em trilogia: mestrar um primeiro capítulo aqui, um segundo lá pra eles e o terceiro aqui, de volta. Cada um deles com começo, meio e fim, mas interligados. Que nem eu fiz com aquela campanha de Licantropos, uns dois anos atrás.
Não sei se rola. Se fosse pra mestrar antes da viagem, teria que ser obrigatoriamente no sábado 19/7, único em que estarei em São Paulo. Não sei se consigo montar planilhas, não sei se consigo público. Vou tentar falar com a Alina e o Daniel em algum momento da semana. De repente consigo juntar eles, a Nana e a Paulinha. Seria perfeito. E acho que todo mundo também ia curtir um bocado. Tanto o pessoal daqui quanto o de lá.
2:07 AM
Terça-feira, Julho 01, 2008
Mandei mensagens de celular prum monte de gente hoje... não tenho certeza de que eles vão receber...
As minhas, por outro lado, eu estou recebendo numa boa. Já sei até que passei em lingüística. E com uma nota boa! Que alegria!
1:06 AM
Sábado, Junho 28, 2008
Estou num hotel, no meio do caminho entre Sampa City e Mato Grosso do Sul. Vida estranha...
11:55 PM
Estreou neste fim de semana o Kung Fu Panda. Quero muito assitir! Será que eu consigo convencer a Alina, o Daniel e a Nana a esperarem até eu voltar para verem comigo?
11:53 PM
Escrevi um texto sobre a semana que passou... ou melhor, sobre como eu passei a semana. Inteligentemente, esqueci-o no computador do trabalho. Pego no dia 13/07. Vai ficar um pouco defasado, é verdade. Mas até lá eu vou dando conta e escrevendo por cima.
11:51 PM
Segunda-feira, Junho 23, 2008
Well, single again...
Foi mais doloroso do que eu esperava, e menos civilizado do que eu queria. Mas passou.
Quando eu conseguir, escrevo alguma coisa sobre o assunto...
11:54 PM
Sempre achei, não sem motivos, que blog fosse uma coisa de adolescentes. Como o bisavô dele, o diário. Quanto muito, uma coisa que adolescentes que alguns adultos também fazem. Talvez pior isso nunca tenha me preocupado em escrever nada muito profundo por aqui. Quem quiser boa literatura que pegue os livros do Drummond. Ele escreve; eu aqui estou só fingindo anotações.
Mas, mesmo que eu me sinta um bocado adolescente escrevendo a minha vida num blog, tem momentos em que me bate um rompante de reflexão. Um átimo de autocrítica, sei lá. E eu fico pensando se já não estou velho demais para isso.
O fim de semana que passou foi estranho. Tão estranho que eu não sei nem dizer se foi estranho-bom ou estranho-ruim. Hermético; mas com um bocado de reflexões. E eu fico pensando:
Isso é ser adulto?
Se acostumar com a idéia de que um amigo perdeu um parente? Como se já estivéssemos mesmo na idade de perder pais, mães e afins? Como se existisse uma idade para perder pais, mães e afins? Como se a dor da perda doesse menos dependendo da idade?
Achar normal reencontrar amigos que não vê há anos no velório? Como se ninguém mais tivesse tempo para um jantar, uma balada, um jogo de RPG, e fosse preciso uma desgraça para reunir todo mundo?
Lidar de forma madura com fins de relacionamento? Os trágicos, os não-trágicos, os inevitáveis e os evitáveis?
Tolerar a eventual falta de noção das pessoas ao seu redor? Nem se importar se as pessoas ao redor toleram a sua falta de noção?
Ver pessoas que não se gostam convivendo pacificamente? Sem que isso sequer seja forçado? Receber uma proposta de emprego de alguém em quem você queria bater? E cogitar engolir tudo e aceitar a proposta?
Oferecer asilo para um amigo recém-divorciado?
Ter como melhores amigos pessoas com quem você passa mais tempo discutindo do que se divertindo?
Desistir dos nunca e dos pra sempre da vida?
E isso? É ser adolescente?
Ir mal numa prova porque o fim de semana foi atribulado e não deu tempo de estudar? Ter vontade de matar um professor?
Só dormir quatro horas por noite nas três noites do fim de semana? E mesmo assim passar uma hora por dia na internet, antes de ir dormir?
Não saber se quer terminar o namoro, não saber como terminar o namoro, não saber se o namoro terminou ou não, pedir um abraço coletivo dos colegas de classe porque terminou o namoro?
Achar muito legal a colega de classe ter feito 18 anos? Passar duas horas na área da cozinha tendo uma DR com uma ex-amiga? Querer o colo da mãe? Comprar um CD novo e caro, na esperança de acabar com a fossa?
Estar em dúvida se adota ou não um novo animal de estimação? Ou se vai ser um gato ou um cachorro?
Ter como melhores amigos pessoas com quem você passa mais tempo discutindo do que se divertindo?
Acreditar que um amor (ou uma amizade) é pra sempre, apesar de tudo? Ou que a decisão de não ver alguém nunca mais significa não ver essa pessoa nunca mais mesmo?
9:11 PM
Quinta-feira, Junho 19, 2008
Curtas
Todo mundo sabe que eu sou batizado na Igreja do Grant Morrison dos Últimos Dias, mas cada vez que eu leio um número novo de Promethea eu olho pro Alan Moore com mais e mais assombro.
Aliás, nesse meio tempo eu também olho para os desastres que têm acontecido na DC Comics e penso em quanto o Grant Morrison está prejudicando a carreira dele ao permanecer lá...
De quebra, saiu uma notícia no omelete sobre o desentendimento (e o desligamento) do Chuck Dixon com a DC. Os editores, pelo visto, não têm a menor idéia do que estão fazendo. Bom, já tem mais de ano que eu digo isso, mas é bom ver que até os roteiristas da DC concordam...
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Ao que tudo indica, viajo pro Mato Grosso do Sul em julho. Não são férias, é correição em Campo Grande e Coxim. Lá vou eu suar de terno e gravata no meio do pantanal...
De quebra, tenho que tomar cuidado com as minhas notas, já que não estarei em São Paulo durante a semana de recuperação na USP...
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E as provas começaram. Hoje foi a primeira, e a que eu precisava ter ido melhor. Semana que vem, mais duas provas e dois trabalhos para entregar. E a matrícula para fazer. Depois fica só faltando uma última prova e depois, férias.
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A única coisa que me consola na morte da Hazel é que, diferente do caso da Foxglove, não tinha nada que eu pudesse fazer por ela. Não sei do que ela morreu, mas se estava doente, não deu nenhum sintoma. Um belo dia eu cheguei em casa e ela estava morta...
Claro, isso não diminui a perda (só o sentimento de culpa...), mas eu prefiro pensar (mesmo sendo um reencarnacionista de carteirinha) que ela foi encontrar com a namorada dela no céu dos gérbils. Agora vou ver se eu acho alguém que esteja a fim de criar roedores para herdar a gaiola, a ração, os potinhos, etc.
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Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz.
O cacto tombou atravessado na rua,
quebrou os beirais do casario fronteiro,
impediu o trânsito de bondes, automóveis, carroças,
arrebentou os cabos elétricos e durante vinte e quatro horas privou a cidade de iluminação e energia:
- Era belo, áspero, intratável.
Segunda metade d’O Cacto, poema do Bandeira. Li na última aula de Introdução aos Estudos Literários (já tinha lido no começo do ano, no livro do Antônio Cândido...) e fiquei de cara. A estrofe final é linda, linda. Não coloco a primeira metade. Como disse uma amiga minha, não gosto de partilhar com o mundo os segredos que o Manuel Bandeira publicou.
12:06 AM
Terça-feira, Junho 17, 2008
A Semana...
... anda tão mal que eu nem quero comentar. Tipo, se fosse um hambúrguer, você devolveria. Mesmo se adorasse de carne de cavalo. O estresse é tanto que fica me dando angústia só de tentar escrever.
Para deixar um dado objetivo registrado, no meio do inferno que vão ser as próximas duas semanas, minha esquila da mongólia (a Hazel) morreu hoje. Foi encontrar com a Foxglove no céu dos gérbils. E o resto da minha vida é toda complicada demais para adiantar assunto...
Réquiem para (mais) um gerbil
11:16 PM
Este último fim de semana foi tão estranho que me deu medo. Não que tenha sido ruim, mas foi... inesperado. Confuso, sei lá.
Eu tinha poucos planos pra esse fim de semana. Curiosamente, não consegui consumar nenhum. Não fui à academia; não encontrei as pessoas que queria; não fui ao cinema; não vi a performance do Razec; não peguei a programação do Bloomsday na Casa das Rosas nem no Finnegan’s; não saí de balada; não joguei RPG...
(como podem ver, eu tinha poucos planos)
Por outro lado, as poucas coisas feitas foram bacanas. Muita conversa (encontro com o Thi; tricô com Glitter e Alex; pernoite com vinho na casa da Luana; tarde de domingo com Lint; jantarzinho bacana com Márcia) e mais nada. Mas com o tempo frio e sem graça que estava rolando, acho que não dava pra esperar nada muito melhor...
Agora, depois desse nada-pra-fazer-que-não-deu-nem-pra-descansar, eu tenho uma semana corrida: trabalho pra entregar, amiga querida para ver, prova pra fazer, supermercado, dentista, endócrino... e a questão do passaporte para tentar resolver. Isso entre a segunda e a sexta-feira, porque no fim de semana eu já tenho outros compromissos. Espero honestamente que dê pra correr atrás disso tudo...
11:07 PM
Segunda-feira, Junho 09, 2008
Curtas
Certo, certo... admito que estou me esforçando pra retomar a minha blogterapia. E fazia tempo que eu não disparava aqui uma leva de aforismos e breves reflexões.
Há um mês eu escrevi um texto falando de como o Brasil às vezes se parece com uma paródia de republiqueta da América Latina. Uma semana depois a revista Veja fez uma matéria justamente elencando os indicativos aberrantes de primeiro e de terceiro mundo que a gente tem. E citaram uns dois ou três dos itens que eu elenquei. Só imaginar que eu e a revista Veja estamos concordando em alguma coisa já me deixa preocupado.
Antes de ver a revista eu até pensava em fazer um texto no caminho contrário, mostrando como volta e meia acontecem algumas coisas no país que enchem a gente de orgulho. Já mudei de idéia. A Veja parecer comigo me preocupa. Eu parecer com a Veja me deixaria de cabelo em pé.
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Meu laptop não quebrou! Imaginem meu estado de alegria. Não me perguntem como isso aconteceu, mas hoje eu liguei e ele funcionou! Do nada. Estranho, mas reconfortador.
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Estou muito na pilha de escrever um e-mail pra menina que faz os Toscomics. Já falei dela aqui no blog. Só fico pensando no que eu escreveria... “Oi, leio seus quadrinhos e te acho o máximo”? Ridículo. Assim que eu conseguir pensar em algo mais inteligente pra dizer eu entro em contato com ela...
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Nos meus planos de voltar a jogar RPG eu estou quase cogitando um RPG de computador, desses on line (MMORPG). Tem algumas vantagens, mas inúmeras desvantagens. Quando sobrar tempo, discorro sobre o assunto.
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Os aniversáriantes de junho estão acabando com o meu orçamento. Irmão, Alina, Ana Mesquita, Ash, André-Juca, Ana Alice, Júnior del Barros, Marilisa. E um dia dos namorados no meio desta semana... O que acontece em setembro pra tanta gente ter filho nove meses depois? É a entrada da primavera que causa esse ímpeto fértil nas pessoas?
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As notas continuam chegando, vindo pra cima de mim como relâmpagos que decidiram cair várias vezes no mesmo lugar. A de lingüística foi melhorzinha (a única boa até agora), mas amanhã eu devo receber a de Introdução aos Estudos Literários. Pode vir literalmente qualquer coisa. E o segundo bimestre, minha única oportunidade de fechar tudo com nota azul, já está terminando...
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Abriram de novo prazo para requisição de passaporte. Consegui marcar uma, mas pra pertíssimo do dia da minha viagem. Vou tentar, paralelamente, faltar um dia na faculdade para ir até a Ponte do Limão e ver se consigo uma expedição em caráter de urgência. Não quero correr o risco de perder minha viagem de férias por estar sem passaporte. Vou ver se semana que vem eu resolvo isso.
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O Obama é o candidato dos democratas. Boa sorte pra ele. Qualquer pessoa que faz uma citação do Sandman no site da sua campanha merece a minha simpatia. E o candidato republicano ninguém merece. Nem mesmo os Estados Unidos.
11:18 PM
O fim de semana
Faz um tempo que eu não uso o blog para um pouco de reflexão (que é, aliás, o propósito original deste espaço...). Uns relatórios mais objetivos sairam, umas fotos, mas nada muito com a minha cara...
Deixa eu ver se consigo agora, à meia-noite do domingo, um tempinho para passar a limpo o fim de semana.
Foi aniversário da Alina. O aniversário foi na quinta-feira, mas a reunião na sexta. Fomos todos juntos assistir o segundo Crônicas de Nárnia. Depois, de lá ainda esticamos para um kebab rápido. A respeito do filme, pouco a dizer. Em uma frase, mais do mesmo. O evento em si foi bem bacana, rendeu conversas, reencontros, momentos agradáveis. Pessoas queridas vindas de diferentes direções. De quebra, nos encontramos de novo na noite do sábado, para um DVD noite adentro.
Tanto eu quanto a Alina e o Daniel temos tido pouco tempo livre e, conseqüentemente, poucas chances de nos encontrarmos. Ainda assim, gosto muito da companhia deles. Fiquei muito feliz com esse fim de semana.
Paralelo a tudo isso, este foi um fim de semana bastante dedicado aos meus planos, digo, minhas intenções, de montar um grupo de RPG. No sábado, joguei com meus novos amigos do Grupo Aquarela, da USP. Ótimo resultado. Pessoas legais, o jogo fluiu bem, tinha até um menino de uns 19 anos que parecia o Kita: primeira vez que jogava RPG e já estava interpretando super bem, separando on do off, falando como se fosse a personagem. Deu uma certa empolgação, um bocado de esperança, etc e tal. Não dá pra dar como sucesso garantido porque (1) ainda não sei se eles querem mesmo montar um grupo, se vai rolar da gente se ver com assiduidade, etc e tal e porque (2) eles estão muito no fight pra jogar horror moderno (de preferência Mundo das Trevas e o que eu realmente queria mestrar é Shadowrun. E acho que tentar convence-los de jogar outra coisa tão diferente vai ser meio complicado. Mas tudo bem, até agora foi o meu melhor sucesso. Dá pra apostar as fichas.
O segundo proto-grupo é o contrário, não dá pra apostar fichas (não quis dizer que não seja legal). Ok, nem foi muito essa a proposta. É o grupo que surgiu na comunidade do Changeling, the Lost. O mestre já tem um grupo próprio, o outro jogador eu já conheço e o terceiro é a minha querida amiga Brunna, que eu que enxertei no grupo. Considerando que a gente só consegue se reunir uma vez por mês, se tanto, acho que não vamos evoluir até virarmos um grupo. Eu mais tinha esperança de que surgisse algum outro player perdido a que eu pudesse somar esforços.
Ainda assim, foi um bom fim de semana. Um dia mestrando, o outro jogando. Bom ritmo, boas aventuras. Pra quem estava a tanto tempo enroscado, considero isso algo bastante positivo.
12:37 AM
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