A vida do Guile, sem corantes nem conservantes.


























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BLOGUILE
Sexta-feira, Outubro 03, 2008
The end is the beginning is the end

Larguei este blog. Definitivamente.

Calma, queridos e eventuais leitores... não larguei o hábito de escrever em blogs, só me mudei pro blogspot onde vocês terão (pausa dramática) comentários!

Se você veio até aqui, recorte e cole o link abaixo e acompanhe os meus escritos no blogspot:

http://www.bloguili.blogspot.com/

Nos vemos lá!

6:18 PM

Segunda-feira, Setembro 29, 2008
Everybody wants to be Alan Moore

Está saindo neste mês, no gibi de linha do Batman, a história A Luva Negra. Com uma forte inspiração n’O Caso dos Dez Negrinhos (por acaso, meu livro favorito da Agatha Crhistie), narra um encontro do Batman com um grupo de outros combatentes encapuzados numa mansão, isolada numa ilha. A inspiração seria uma aventura dos anos 50, da fase brega e inocente do Batman, em que ele e esses outros combatentes-do-crime-sem-superpoderes teriam formado o “Clube de Heróis”.

Morrison pega o passado distante e descontinuado do Homem-Morcego e funde com o presente, dando uma tônica mais viável e sombria aos fatos. Mais ou menos como Alan Moore fez n’A Piada Mortal, ao atribuir ao Coringa uma origem narrada numa história do final dos anos 40, igualmente excluída da continuidade do herói.

Neil Gaiman foi contratado pela DC para escrever uma história do Batman. Saindo na aba da saga Batman: R.I.P., a história vai se chamar Whatever happened with the caped crusader? (O que aconteceu com o cruzado encapuzado?), e deve seguir o mesmo molde da “O que aconteceu com o homem de aço?”, história antológica escrita pelo Alan Moore, narrando o que seria a última aventura do Super-Homem, publicada no último gibi dele antes da Crise nas Infinitas Terras.

Todo mundo sabe que a DC está perdendo leitores a passos largos. Que atualmente a única coisa que vende bem são as graphic novels. Watchmen, por conta do filme que está pra sair, bateu todo e qualquer recorde de venda. Todo mundo sabe também que o Alan Moore não trabalha de novo pra DC nem com uma arma apontada pra cabeça dele.

É impressão minha ou a DC está tentando emular o Alan Moore?

7:21 PM



Meus professores (uma opinião sincera após dois meses de aula)

Já estamos no final de setembro, as primeiras provas já estão caindo na minha cabeça, então acho que já posso discorrer um pouco sobre a segunda impressão que tive de cada professor...

IEC
A Giuliana, minha querida professora de IEC, continua a mesma – e isso continua sendo ótimo! A aula dela é impressionante, a matéria é interessantíssima e o entusiasmo dela contagia. Estamos em cima do Édipo-Rei há mais de um mês e ainda tem coisa pra ver. De quebra, ela leu os primeiros versos em grego antigo de novo, atendendo a pedidos...
Sofri um certo trauma de rejeição quando descobri que até hoje, depois de toda a minha dedicação e carinho, ela ainda não sabe meu nome. Frustrante. Mas não vou me deixar abalar. Tenho até o fim do ano pra mudar essa situação...

Lingüística
O Pietroforte é realmente tão interessante quanto parecia nas primeiras aulas. Divertido, inteligente, alucinado. Acho que a classe toda é fã dele, incluindo este que vos escreve. A aula ficou menos complicada de acompanhar, agora que nós entendemos o ritmo dele. E a possibilidade de discutir com o professor em aula é uma dessas coisas que não têm preço.
Ainda assim, uma coisa me chateia: fiz hoje a prova dele e tenho certeza de que fui mal. É uma dessas coisas meio estranhas... dá pra você aprender uma matéria, mas não do jeito que precisa pra passar na prova. Estou um pouco preocupado com a minha nota, mas nem assim reclamo da aula.


IELP
A Marli Quadros Leite falta menos do que eu imaginava (embora ainda falte de quando em quando…). E a aula dela é truque, como a de todo professor de IELP. De um mínimo de matéria e passa agora o resto do curso nos ensinando a fazer o trabalho que vai valer a nota do semestre. Não, não vai ter prova.
Dos males o menor, pelo menos ela está ensinando como fazer o trabalho. Só por conta disso ela já está quilômetros na frente do professor inútil do semestre passado. E, de quebra, ela aceitou que eu fizesse o trabalho usando uma gravação de entrevista da Barbarella pro Mix Brasil. Com toda essa flexibilidade, não posso reclamar dela.

IEL
A maior incógnita de todas continua sendo uma figura controversa. As aulas do Eduardo são ótimas. Ele é inteligente, educado, preocupado, gentil. Dá indiscutivelmente conta do recado. A despeito de ser especializado em O Guarani, tem dado ótimas aulas usando todo tipo de referência literária. Edgar Alan Poe, Oscar Wilde, Machado de Assis, Antônio Cândido. A fala dele é meio pausada e monótona demais pra mim, eu ocasionalmente durmo na aula dele. Não por desinteresse, mas por cansaço mesmo. Lamento profundamente quando isso acontece.
E essa poderia ser minha única reclamação com relação a ele, mas nas últimas três aulas nós estivemos falando exclusivamente de romance; e ele tem dado todos os exemplos tomando O Guarani por base. O professor, de repente, de legal virou insuportável. A leitura em classe do livro tem sido um martírio. Pior do que ler aquele lixo é ver o professor tão empolgado com o livro. Isso está me dando nos nervos. Tenho saído na metade da aula todas as aulas!
E isso me preocupa. Nem tanto pela aula, que já está passando. Nesta semana mesmo nós já mudaremos de tópico, e aí eu posso contar com o retorno da qualidade das aulas. Mas na prova nós certamente vamos abordar o romance indianista. E eu não vou ser capaz de elogiar o livro. E ele não vai dar uma boa nota pra uma prova que achincalhe o livro que é a razão de ser do currículo dele. Nem que a prova esteja maravilhosamente escrita...

5:34 PM



Vigie seus pensamentos

O percurso do meu ônibus, da minha casa até a USP, passa pelo Jardins. Mais especificamente, pela Avenida Europa. Mais especificamente, na frente de uma importadora de veículos. Lá que eu vi o conversível Alfa Romeo mais bonito do mundo. Ele é prata, pequeno, assentos de couro... Todo vintage, uma graça.

Eu passava na frente da concessionária e ficava namorando o carro naqueles breves segundos de trânsito parado. Às vezes os segundos nem eram tão breves, e eu ficava falando pra mim mesmo que assim que eu ganhasse uma quantia obscena de dinheiro, iria comprar aquele carro. Já me imaginava andando de conversível por São Paulo, com o cabelo balançando no vento e o sol beijando a minha cara.

Aí alguém foi lá e roubou o meu carro. Pra ser sincero, a pessoa deve ter comprado. E, pra ser mais sincero ainda, o carro nem era meu. Mas o fato é que eu passei na frente da concessionária hoje e ele não estava mais lá.

Honestamente? Ainda bem. Tem sonhos que não valem nem a pena a gente alimentar...


12:42 PM



O Regime

É menos xiita do que eu falei, e estava dando resultado eu não entendia exatamente como. Mas eu tenho me pesado semanalmente, e da última vez esse resultado desapareceu. Frustrante. Estou meio encafifado, preocupado, tentando controlar um processo que eu nem sei exatamente como funciona (nem se funciona). E toda essa ansiedade tem me deixado com vontade de comer, o que só piora tudo...

12:42 PM



O último fim de semana

Foi bem legal, com casamento suntuoso de prima distante lá no Rio. Continuo sendo sistematicamente atingido por uma alegria doida e inexplicável toda vez que piso no Rio de Janeiro. A cerimônia foi linda, a festa foi incrível, tudo estava impecável. Rever todos os familiares também foi um bônus ótimo.


O fim de semana anterior a esse

Foi muito incrível. Dá até pena só conseguir comentar agora, depois de já quase dez dias passados. O impacto inicial já se diluiu.


Sábado

Teve jogo de Shadowrun. Leco trouxe a namorada, que é um amor de menina. De quebra, já caiu no grupo jogando, o que é um tremendo diferencial. Nunca tinha jgado antes, e ainda assim se saiu super bem.

O jogo foi muito bacana, correu bem, deu saudades e tudo mais. Acabamos uma hora mais tarde do que o planejado, mas considerando que o Leco chegou uma hora atrasado, eu acho que fomos bastante bem. A aventura demorou um pouco pra engrenar (maior prova de que estamos meio fora de sintonia, por conta de tanto tempo sem jogar juntos...), mas acho que todo mundo curtiu. A aventura foi continuação daquela que eu mestrei quando o Kita esteve no Brasil. Assim que me sobrar uns vinte minutos eu escrevo um resumo e um epílogo.

Domingo

Foi o rascunho do inferno virado do avesso. Se algum leitor deste blog pensa em ir algum dia ao Hopi Hari, leia a frase abaixo:

NÃO VÁ!

Recomendo enfaticamente que você procure alguma coisa mais agradável pra fazer. Tipo um tratamento de canal, uma depilação com cera quente, uma maratona de shows de pagode ou cuidar do bebê com cólicas da sua vizinha. O mau tempo que eu tive lá não desejo pra mais ninguém. Minha única sorte era estar acompanhado de amigos com quem qualquer situação se torna agradável. Ainda assim, preferiria ter feito com eles qualquer um dos outros programas sugeridos no começo do parágrafo.


12:41 PM



Como nascem os Buddy Pokes

Sabe os buddy pokes, esses mistos de boneco vodu com personagem de animê que enfeitam os profiles de orkut do povo? Então, eu me peguei uma noite dessas de frente pro computador sem sono mas também sem pique pra escrever e decidi fazer o meu. Cliquei no aplicativo e vi a quantidade de amigos com quem eu poderia lutar num mecha, tramar algo maligno ou fazer um som juntos. Fofo. Já estava todo empolgado. Um monte de gente que eu não consigo encontrar nem pra um pingado no fim da tarde e eu poderia voltar a me relacionar com eles, nem que fosse só no virtual e com atividades limitadas...

Aí fui começar a fazer o meu. E vi que as cores de todas as características (cabelo, olho, roupa) são escolhidas clicando na palheta – não tem o nome da cor. Eu comecei a tentar elaborar o bonequinho e percebi que ele poderia estar saindo com cabelo verde, pele laranja, roupa roxa... e eu não ia nem perceber.

Enquanto não fizerem um buddy poke com tutorial para daltônicos, vou ter que me ausentar.

Desculpem.

12:41 PM

Terça-feira, Setembro 23, 2008

Coisas sobre quê eu pretendo escrever
(assim que tiver tempo)


Correria, correria, correria. Muita. Semana começando a toda, com compromissos já vencidos do fim de semana passado. Se não está sobrando tempo para fazer, para escrever muito menos. Mas assim que sobrar uns quinze minutinhos na frente do computador eu prometo que atualizo o relatório virtual da minha vida. Vamos arrolar aqui os assuntos, e eu retomo assim que possível:

O sábado
Com jogo de RPG, baladinha e novas e interessantes perspectivas.

O próprio jogo de RPG
Que merece um post à parte, comentando a aventura, explicando o plot e arrematando com um epílogo.

O domingo
Que foi tão bizarro que não dá pra colocar no mesmo post que o sábado.

O regime
Xiita e incompreensível, mas que está rendendo resultados.

Os amigos
Que eu não tenho conseguido ver. Pelo menos não tanto quanto eu gostaria...

O fim de semana que vem
Com um casamento que pode ser no Rio de Janeiro ou em Mogi das Cruzes, e eu só vou ter certeza na noite da sexta-feira.

O carro
Que eu quase comprei.

A faculdade
E a minha opinião sobre os professores, depois de dois meses de aula.

O trabalho
Que anda chato e cansativo, mas eu tenho certeza de que vou sobreviver...


8:07 PM

Quarta-feira, Setembro 17, 2008

Mojo Club, balada do Giassetti para quinta-feira, cancelado.

A única pessoa que tinha marcado de me encontrar lá é o Thi... vou ver se agito um outro lugar pra encontrá-lo...

2:55 PM

Segunda-feira, Setembro 15, 2008

Dicotomias e Similitudes

Sábado agora eu fui com a Paulinha a duas baladas – começamos a noite na Trash 80’s, ouvindo Kid Abelha, Afrodite se Quiser, RPM, The Originals, Madonna, Lionel Richie, Withney Houston. Saímos de lá à uma da manhã para ir até a Fun House pegar o show de um cover do Morrissey.

Fiquei pensando que isso é algum tipo de metáfora pra minha vida, que eu vou ser sempre uma pessoa oscilando entre o pop e o rock, o ridículo e o sensível, o extremamente popular e o quase pessoal.

Aí pensei que no fim das contas nem são duas coisas tããããão distintas... quer dizer, é tudo música dos anos 80, no fim das contas. E que o pop e o rock, o popular e o pessoal, o sensível e o ridículo... também não são coisas tãããããão diametralmente opostas assim, não é mesmo?

...

Prolongando minhas reflexões, eu percebi que já tem umas três semanas que eu estou fazendo isso de tentar comparecer a três ou quatro compromissos no mesmo dia. Quando eu tinha meus dezessete anos eu fazia isso direto e me achava o máximo. Jogava RPG com um grupo de São Paulo e outro de São Bernardo; ia a um barzinho na sexta e a uma balada no sábado. Cada coisa com um grupo distinto, que nem sequer conhecia o outro. Ainda treinava capoeira com colegas de faculdade no domingo. E me sentia importantíssimo.

Por que será que de repente eu comecei e repetir o mesmo comportamento?

...

Deixando pra trás a profundidade da minha auto-análise, tenho que dizer que o show do cover do Morrissey foi tudo. O cara não só era idêntico ao Mozzy como sabia cantar bastante bem. E reproduzia com perfeição os trejeitos dele no palco. Fiquei impressionado.

...

Ademais, também fiquei com uma impressão super boa da Fun House. Quero dizer, estava lotada, mas só no limite do humanamente possível (no passado ela com freqüência ultrapassava esse limite). O pessoal parecia menos metido e de quebra vi dois casais gays namorando lá dentro, um de meninas o outro de meninos. Legal.

Quero aparecer lá uma quinta-feira qualquer pra ver se esse clima bacana é assim sempre.

...

E, pra completar, o domingo também foi bem gostoso. Quero dizer, perdi a palestra que eu queria ver de manhã sobre a Jornada do Herói; mas fui pra casa da Beta e passamos uma tarde ótima.

...

E já que eu falei do sábado e do domingo, não vou me esquivar de comentar o prelúdio do fim de semana. Na quinta-feira teve o sarau do congresso na Casa das Rosas. Companhia do Juca, da Luana e da mãe dela. Bem bacana. Rendeu.

Sexta-feira foi a balada de encerramento do congresso, lá na Cantho. O som estava ótimo, o lugar é muito divertido e deu pra ferver a noite inteira. Saí tão suado que parecia que eu tinha tomado um banho.

Conseqüentemente, a balada não teve aqueles resultados paralelos que o sarau teve.


7:32 PM

Sexta-feira, Setembro 12, 2008

No meu último post eu dei tapinhas nas minhas próprias costas, falando do quanto eu fui bem na minha apresentação no Congresso. Da mesma forma, eu sou super bom em dar tiros no próprio pé. Só demoro um pouco mais pra perceber isso.

O exemplo que segue é emblemático. Até eu fico chocado com quão lesado eu consigo ser.

Eu estou fazendo a graduação em Letras já pensando na pós-graduação. O meu verdadeiro objetivo é escrever a minha tese sobre a trajetória do feminino nas histórias em quadrinhos. Todo o resto é preparação. Eu inclusive cogito a possibilidade de largar a graduação e pular direto pra pós, se encontrar um orientador bacana interessado no meu projeto. Pois bem, no final da minha apresentação no congresso da ABEH, uma colega veio falar comigo. Disse que gostou muito da minha apresentação, que ela estava no doutorado na USP, e que o trabalho dela era sobre o masculino na literatura do século XIX. E eu nem perguntei quem era o orientador dela! Falar dos meus planos pro mestrado, então, nem passou pela minha cabeça! Eu fico abobado com essa minha falta de foco. Se eu tivesse conversado com ela mais uns cinco minutinhos, poderia ter saído de lá com uma indicação super boa de candidato a orientador. Afinal, alguém que encara discutir o masculino no século XIX pode muito bem aceitar o feminino no quadrinho contemporâneo. E eu nem toquei no assunto. Falamos da pesquisa, falamos da Mônica, falamos do quadrinho erótico, falamos do Carlos Zéfiro... e nada de eu aproveitar a situação e criar um contato.

Show, né? Então... aí eu repeti a mesma incrível performance ontem.

No sarau do congresso, o orientador da maioria dos participantes, o Émerson, me chamou de canto. Perguntou sobre o trabalho que eu apresentei (homossexualidade nas tirinhas de jornal), se era resultado de algum trabalho anterior... e eu respondi, prontamente, que não. Que tinha nascido ab ovo. E ele me convidou pra participar do grupo de estudos de homocultura.

Tudo bem, o convite é bem bacana e tudo o mais, mas só no dia seguinte é que eu fui perceber a minha (segunda) comida de bola. Deveria ter dito que sim, o trabalho é inédito, mas que eu já tinha escrito dois textos sobre homossexualidade nos quadrinhos para sites de internet. E que pretendia migrar pra pós-graduação, para falar sobre o feminino nas HQs. Afinal, alguém que trabalha com representação do homossexual deve certamente conhecer alguém na pós que discuta representação do feminino. No final das contas, é tudo estudo de gênero. E eu nem toquei no assunto.

Estou passado. Muito. As mangas e o colarinho, como diz a outra. Me pendura que eu tô passado, diria a Carú.

E lá vou eu, andando pela minha carreira depois de ter dado dois tiros nos pés.


1:00 PM

Quinta-feira, Setembro 11, 2008

Gibi Gia7


Lançamento hoje do gibi do Giassetti.

Infelizmente, não vou poder ir. Já marquei outro compromisso.

Isso me deixa um bocado chateado. Primeiro porque eu gostaria de ir, encontrar com os amigos do quadrinhos, passar um tempo com a Beta e o Giassetti... Segundo porque eles têm sido superpresentes na minha vida, e ao faltar no lançamento eu me sinto meio não retribuindo isso.

(“eu me sinto” é ótima. Eu estou não retribuindo isso!)

Terceiro porque, a despeito de só ter mandado o e-mail hoje, o Giassetti está falando disso desde a Bienal. Aliás, é muito por conta disso que eu me esqueci do lançamento. Ele já foi marcado e desmarcado tantas vezes (problemas com a gráfica) que eu já tinha desistido de anotar na agenda. Aí sou pego de surpresa, por um convite oficialmente feito de última hora, mas sobre o qual que eu já tinha sido avisado.

Desagradável essa situação. Muito desagradável. O pior é que agora o outro compromisso também perde toda a graça. Vou pra lá pensando que deveria ir ao lançamento, vou ficar o tempo todo me sentindo um egoísta... é, isso é muito injusto...

Eu até poderia tentar ir aos dois, mas minhas experiências prévias já mostraram que essa é a pior solução. Acabo não aproveitando nenhum deles, e freqüentemente perco mais tmepo no trajeto do que em cada um dos eventos...

O Homem-aranha costuma dizer que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Vêm é grandes culpas, isso sim!


1:15 PM

Quarta-feira, Setembro 10, 2008

Ooops, I did it again

Outra participação em congresso hoje. É incrível quanto eu me divirto com isso. Me deu até pena de ter que sair correndo de lá pra ir pro trabalho... Dá muita vontade de participar mais, fazer social, essas coisas.

Congresso da ABEH, que eu só consegui participar por conta da ajuda e do incentivo da Luana. Mas foi o máximo. Apresentei um painel sobre a representação da homossexualidade em tirinhas de jornal. Foquei no Laerte e no Adão Iturrusgarai, pensando em exemplos que fossem positivos e tivessem grande alcance.

A apresentação, modéstia às favas, foi ótima. Eu realmente estou ficando bom nisso. Foi tudo feito meio de improviso, só preparei ontem de noite a apresentação de powerpoint, ainda nem escrevi o texto que vai sair publicado nos anais do congresso. Mas tudo correu maravilhosamente dentro do planejado. O datashow funcionou superbem, os outros congressistas adoraram, o coordenador não sabia nada do tema mas interagiu numa boa, o debate depois da apresentação também foi uma delícia...

Agora é acertar as pontas soltas que faltam. Tenho que transformar a minha apresentação num resumo de cinco páginas (é mais difícil do que parece), encaminhar pra publicação, etc. E pegar o sarau na quinta-feira, na Casa das Rosas.

Depois, tenho que começar a pensar no congresso internacional, da ICLA, em que eu tenho que me inscrever até o final de outubro.

A vida é bela. Agitada, mas bela.


1:33 PM

Segunda-feira, Setembro 08, 2008

Fim de semana atípico, bastante atípico. Não tinha nada pra fazer. Deve ter sido o primeiro em anos. Me dei até o direito de ficar meio sem fazer nada. Tinha que ter passado na Galeria do Rock para comprar meu novo all star, mas não consegui. Acordei muito tarde, não me empolguei de ir até o centro velho.

Sábado à tarde foi um tal de ficar no computador, passear dentro de casa, arrumar gibis na estante. De noite, fui encontrar com o Juca e a Luana para um DVD básico. Voltei pra casa tarde e fui dormir.

Domingo, mesmo esquema. Acordei tarde, fui almoçar e passar or esto da tarde com a Ana Preula, amiga querida que eu não via há tempos. Pegamos um cineminha bacana, tomamos um café, etc. De noite, balada n’A Loca, dançar um pouco e matar a saudades do pessoal. Vi lá o filho da Marília Gabriela, dando pinta, e a Soninha, fazendo uma boca de urna básica na balada. Se eu já gostava dela antes, agora ela me parece ainda mais bacana!

Olhando agora, fico com a consciência um pouco culpada. Tenho um monte de coisa pra fazer, não deveria ter passado o fim de semana todo tão à toa. Deveria ter feito as planilhas de Shadowrun pra aventura que eu vou mestrar não sei exatamente quando. Mais urgente ainda, deveria ter preparado o painel que eu apresento quarta-feira agora no congresso da ABEH. Deveria ter aproveitado todo esse tempo livre pra fazer um pouco de academia, já que a idéia é me esforçar pra perder peso. E, raios, deveria ter comprado o meu all star, que era o único compromisso do fim de semana inteiro e eu consegui furar.

Mas tudo bem, isso só quer dizer que nesta segunda-feira eu tenho todos os motivos para voltar pra minha correria cotidiana. Vou escanear as tirinhas que faltam já nesta noite; vou até o shopping comprar o meu all star (vou pagar mais caro, mas ninguém manda fazer corpo mole no fim de semana...); vou correr atrás do prejuízo. Vou tentar pensar como se o fim de semana tivesse sido só um breve intervalo pra tomar fôlego.


2:00 PM

Quinta-feira, Setembro 04, 2008

Já faz um tempo que eu não escrevo aqui.

Nem tanto tempo assim, deve ser tipo uns três dias. Mas antes disso eu passei dois dias só escrevendo frases soltas, anexadas umas às outras no formato colcha de retalhos.

Não falei nada dos presentes de aniversário que vieram nos dias seguintes, não comentei do novo corte de cabelo (finalmente), não comentei da minha nova tentativa desesperada de perder peso, não comentei dos compromissos programados para o mês de setembro, não comentei das minhas novas tentativas frustradas de jogar RPG...

Mas também não vou fazer isso agora. Primeiro porque o tempo não está sobrando, então só iria acrescentar mais alguns retalhos à colcha. Depois porque são assuntos que ou não rendem ou já estão meio passados.

Assim, resolvi postar um texto inteiro, mais ajeitadinho, que estava no meu computador há algum tempo. Aqui vai:



A Importância de ser Oscar

Eu sempre fui uma pessoa meio teatral. Dramática, se preferirem. Flamboyant, pros mais finos. Deve ser por isso que eu gosto tanto de peça de teatro. Prefiro ler o roteiro a assistir às encenações, mas isso deve ser porque eu sou um cara muito de letras... O mesmo motivo que me faz não conseguir aceitar música sem voz.

Costumo citar o Cyrano de Bergerac como uma das obras que me definem; como se alguém tivesse, mais de cem anos antes, descrito a pessoa que eu ia ser. Na mesma ala, está o Oscar Wilde.

Uma das duas peças que eu li na minha viagem de férias foi A importância de ser fiel (a outra foi Édipo-Rei, do Sófocles). Sempre tive vontade de ler, mas as menções à obra no Fun Home foram um incentivo e tanto.

É inevitável pensar na figura do Oscar Wilde, em todo o contexto histórico e social que envolve a peça e a vida dele. Enquanto os teatros lotavam, ele fenecia na prisão por conta de um processo que ele mesmo começou. Inevitável também pensar na quantidade de frases de efeito que ele criou ao longo da carreira: Posso resistir a tudo, exceto às tentações; ou: Sempre viajo com o meu diário – todo mundo precisa de algo fantástico para ler no trem ou ainda: Uma mulher nunca deve ser muito precisa no que diz respeito à idade... soa calculista. Ótimo, ótimo, ótimo! Que sujeito talentoso.

Na minha outra viagem, a de 2006, eu fui visitar o Père Lachaise. É onde ele está enterrado. O túmulo é uma esfinge em estilo babilônico, que foi coberta de marcas de beijos, deixadas por todos que já passaram por lá. Nada mais merecido.


3:05 PM

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