A vida do Guile, sem corantes nem conservantes.
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Sábado, Junho 28, 2008
Estou num hotel, no meio do caminho entre Sampa City e Mato Grosso do Sul. Vida estranha...
11:55 PM
Estreou neste fim de semana o Kung Fu Panda. Quero muito assitir! Será que eu consigo convencer a Alina, o Daniel e a Nana a esperarem até eu voltar para verem comigo?
11:53 PM
Escrevi um texto sobre a semana que passou... ou melhor, sobre como eu passei a semana. Inteligentemente, esqueci-o no computador do trabalho. Pego no dia 13/07. Vai ficar um pouco defasado, é verdade. Mas até lá eu vou dando conta e escrevendo por cima.
11:51 PM
Segunda-feira, Junho 23, 2008
Well, single again...
Foi mais doloroso do que eu esperava, e menos civilizado do que eu queria. Mas passou.
Quando eu conseguir, escrevo alguma coisa sobre o assunto...
11:54 PM
Sempre achei, não sem motivos, que blog fosse uma coisa de adolescentes. Como o bisavô dele, o diário. Quanto muito, uma coisa que adolescentes que alguns adultos também fazem. Talvez pior isso nunca tenha me preocupado em escrever nada muito profundo por aqui. Quem quiser boa literatura que pegue os livros do Drummond. Ele escreve; eu aqui estou só fingindo anotações.
Mas, mesmo que eu me sinta um bocado adolescente escrevendo a minha vida num blog, tem momentos em que me bate um rompante de reflexão. Um átimo de autocrítica, sei lá. E eu fico pensando se já não estou velho demais para isso.
O fim de semana que passou foi estranho. Tão estranho que eu não sei nem dizer se foi estranho-bom ou estranho-ruim. Hermético; mas com um bocado de reflexões. E eu fico pensando:
Isso é ser adulto?
Se acostumar com a idéia de que um amigo perdeu um parente? Como se já estivéssemos mesmo na idade de perder pais, mães e afins? Como se existisse uma idade para perder pais, mães e afins? Como se a dor da perda doesse menos dependendo da idade?
Achar normal reencontrar amigos que não vê há anos no velório? Como se ninguém mais tivesse tempo para um jantar, uma balada, um jogo de RPG, e fosse preciso uma desgraça para reunir todo mundo?
Lidar de forma madura com fins de relacionamento? Os trágicos, os não-trágicos, os inevitáveis e os evitáveis?
Tolerar a eventual falta de noção das pessoas ao seu redor? Nem se importar se as pessoas ao redor toleram a sua falta de noção?
Ver pessoas que não se gostam convivendo pacificamente? Sem que isso sequer seja forçado? Receber uma proposta de emprego de alguém em quem você queria bater? E cogitar engolir tudo e aceitar a proposta?
Oferecer asilo para um amigo recém-divorciado?
Ter como melhores amigos pessoas com quem você passa mais tempo discutindo do que se divertindo?
Desistir dos nunca e dos pra sempre da vida?
E isso? É ser adolescente?
Ir mal numa prova porque o fim de semana foi atribulado e não deu tempo de estudar? Ter vontade de matar um professor?
Só dormir quatro horas por noite nas três noites do fim de semana? E mesmo assim passar uma hora por dia na internet, antes de ir dormir?
Não saber se quer terminar o namoro, não saber como terminar o namoro, não saber se o namoro terminou ou não, pedir um abraço coletivo dos colegas de classe porque terminou o namoro?
Achar muito legal a colega de classe ter feito 18 anos? Passar duas horas na área da cozinha tendo uma DR com uma ex-amiga? Querer o colo da mãe? Comprar um CD novo e caro, na esperança de acabar com a fossa?
Estar em dúvida se adota ou não um novo animal de estimação? Ou se vai ser um gato ou um cachorro?
Ter como melhores amigos pessoas com quem você passa mais tempo discutindo do que se divertindo?
Acreditar que um amor (ou uma amizade) é pra sempre, apesar de tudo? Ou que a decisão de não ver alguém nunca mais significa não ver essa pessoa nunca mais mesmo?
9:11 PM
Quinta-feira, Junho 19, 2008
Curtas
Todo mundo sabe que eu sou batizado na Igreja do Grant Morrison dos Últimos Dias, mas cada vez que eu leio um número novo de Promethea eu olho pro Alan Moore com mais e mais assombro.
Aliás, nesse meio tempo eu também olho para os desastres que têm acontecido na DC Comics e penso em quanto o Grant Morrison está prejudicando a carreira dele ao permanecer lá...
De quebra, saiu uma notícia no omelete sobre o desentendimento (e o desligamento) do Chuck Dixon com a DC. Os editores, pelo visto, não têm a menor idéia do que estão fazendo. Bom, já tem mais de ano que eu digo isso, mas é bom ver que até os roteiristas da DC concordam...
...
Ao que tudo indica, viajo pro Mato Grosso do Sul em julho. Não são férias, é correição em Campo Grande e Coxim. Lá vou eu suar de terno e gravata no meio do pantanal...
De quebra, tenho que tomar cuidado com as minhas notas, já que não estarei em São Paulo durante a semana de recuperação na USP...
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E as provas começaram. Hoje foi a primeira, e a que eu precisava ter ido melhor. Semana que vem, mais duas provas e dois trabalhos para entregar. E a matrícula para fazer. Depois fica só faltando uma última prova e depois, férias.
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A única coisa que me consola na morte da Hazel é que, diferente do caso da Foxglove, não tinha nada que eu pudesse fazer por ela. Não sei do que ela morreu, mas se estava doente, não deu nenhum sintoma. Um belo dia eu cheguei em casa e ela estava morta...
Claro, isso não diminui a perda (só o sentimento de culpa...), mas eu prefiro pensar (mesmo sendo um reencarnacionista de carteirinha) que ela foi encontrar com a namorada dela no céu dos gérbils. Agora vou ver se eu acho alguém que esteja a fim de criar roedores para herdar a gaiola, a ração, os potinhos, etc.
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Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz.
O cacto tombou atravessado na rua,
quebrou os beirais do casario fronteiro,
impediu o trânsito de bondes, automóveis, carroças,
arrebentou os cabos elétricos e durante vinte e quatro horas privou a cidade de iluminação e energia:
- Era belo, áspero, intratável.
Segunda metade d’O Cacto, poema do Bandeira. Li na última aula de Introdução aos Estudos Literários (já tinha lido no começo do ano, no livro do Antônio Cândido...) e fiquei de cara. A estrofe final é linda, linda. Não coloco a primeira metade. Como disse uma amiga minha, não gosto de partilhar com o mundo os segredos que o Manuel Bandeira publicou.
12:06 AM
Terça-feira, Junho 17, 2008
A Semana...
... anda tão mal que eu nem quero comentar. Tipo, se fosse um hambúrguer, você devolveria. Mesmo se adorasse de carne de cavalo. O estresse é tanto que fica me dando angústia só de tentar escrever.
Para deixar um dado objetivo registrado, no meio do inferno que vão ser as próximas duas semanas, minha esquila da mongólia (a Hazel) morreu hoje. Foi encontrar com a Foxglove no céu dos gérbils. E o resto da minha vida é toda complicada demais para adiantar assunto...
Réquiem para (mais) um gerbil
11:16 PM
Este último fim de semana foi tão estranho que me deu medo. Não que tenha sido ruim, mas foi... inesperado. Confuso, sei lá.
Eu tinha poucos planos pra esse fim de semana. Curiosamente, não consegui consumar nenhum. Não fui à academia; não encontrei as pessoas que queria; não fui ao cinema; não vi a performance do Razec; não peguei a programação do Bloomsday na Casa das Rosas nem no Finnegan’s; não saí de balada; não joguei RPG...
(como podem ver, eu tinha poucos planos)
Por outro lado, as poucas coisas feitas foram bacanas. Muita conversa (encontro com o Thi; tricô com Glitter e Alex; pernoite com vinho na casa da Luana; tarde de domingo com Lint; jantarzinho bacana com Márcia) e mais nada. Mas com o tempo frio e sem graça que estava rolando, acho que não dava pra esperar nada muito melhor...
Agora, depois desse nada-pra-fazer-que-não-deu-nem-pra-descansar, eu tenho uma semana corrida: trabalho pra entregar, amiga querida para ver, prova pra fazer, supermercado, dentista, endócrino... e a questão do passaporte para tentar resolver. Isso entre a segunda e a sexta-feira, porque no fim de semana eu já tenho outros compromissos. Espero honestamente que dê pra correr atrás disso tudo...
11:07 PM
Segunda-feira, Junho 09, 2008
Curtas
Certo, certo... admito que estou me esforçando pra retomar a minha blogterapia. E fazia tempo que eu não disparava aqui uma leva de aforismos e breves reflexões.
Há um mês eu escrevi um texto falando de como o Brasil às vezes se parece com uma paródia de republiqueta da América Latina. Uma semana depois a revista Veja fez uma matéria justamente elencando os indicativos aberrantes de primeiro e de terceiro mundo que a gente tem. E citaram uns dois ou três dos itens que eu elenquei. Só imaginar que eu e a revista Veja estamos concordando em alguma coisa já me deixa preocupado.
Antes de ver a revista eu até pensava em fazer um texto no caminho contrário, mostrando como volta e meia acontecem algumas coisas no país que enchem a gente de orgulho. Já mudei de idéia. A Veja parecer comigo me preocupa. Eu parecer com a Veja me deixaria de cabelo em pé.
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Meu laptop não quebrou! Imaginem meu estado de alegria. Não me perguntem como isso aconteceu, mas hoje eu liguei e ele funcionou! Do nada. Estranho, mas reconfortador.
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Estou muito na pilha de escrever um e-mail pra menina que faz os Toscomics. Já falei dela aqui no blog. Só fico pensando no que eu escreveria... “Oi, leio seus quadrinhos e te acho o máximo”? Ridículo. Assim que eu conseguir pensar em algo mais inteligente pra dizer eu entro em contato com ela...
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Nos meus planos de voltar a jogar RPG eu estou quase cogitando um RPG de computador, desses on line (MMORPG). Tem algumas vantagens, mas inúmeras desvantagens. Quando sobrar tempo, discorro sobre o assunto.
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Os aniversáriantes de junho estão acabando com o meu orçamento. Irmão, Alina, Ana Mesquita, Ash, André-Juca, Ana Alice, Júnior del Barros, Marilisa. E um dia dos namorados no meio desta semana... O que acontece em setembro pra tanta gente ter filho nove meses depois? É a entrada da primavera que causa esse ímpeto fértil nas pessoas?
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As notas continuam chegando, vindo pra cima de mim como relâmpagos que decidiram cair várias vezes no mesmo lugar. A de lingüística foi melhorzinha (a única boa até agora), mas amanhã eu devo receber a de Introdução aos Estudos Literários. Pode vir literalmente qualquer coisa. E o segundo bimestre, minha única oportunidade de fechar tudo com nota azul, já está terminando...
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Abriram de novo prazo para requisição de passaporte. Consegui marcar uma, mas pra pertíssimo do dia da minha viagem. Vou tentar, paralelamente, faltar um dia na faculdade para ir até a Ponte do Limão e ver se consigo uma expedição em caráter de urgência. Não quero correr o risco de perder minha viagem de férias por estar sem passaporte. Vou ver se semana que vem eu resolvo isso.
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O Obama é o candidato dos democratas. Boa sorte pra ele. Qualquer pessoa que faz uma citação do Sandman no site da sua campanha merece a minha simpatia. E o candidato republicano ninguém merece. Nem mesmo os Estados Unidos.
11:18 PM
O fim de semana
Faz um tempo que eu não uso o blog para um pouco de reflexão (que é, aliás, o propósito original deste espaço...). Uns relatórios mais objetivos sairam, umas fotos, mas nada muito com a minha cara...
Deixa eu ver se consigo agora, à meia-noite do domingo, um tempinho para passar a limpo o fim de semana.
Foi aniversário da Alina. O aniversário foi na quinta-feira, mas a reunião na sexta. Fomos todos juntos assistir o segundo Crônicas de Nárnia. Depois, de lá ainda esticamos para um kebab rápido. A respeito do filme, pouco a dizer. Em uma frase, mais do mesmo. O evento em si foi bem bacana, rendeu conversas, reencontros, momentos agradáveis. Pessoas queridas vindas de diferentes direções. De quebra, nos encontramos de novo na noite do sábado, para um DVD noite adentro.
Tanto eu quanto a Alina e o Daniel temos tido pouco tempo livre e, conseqüentemente, poucas chances de nos encontrarmos. Ainda assim, gosto muito da companhia deles. Fiquei muito feliz com esse fim de semana.
Paralelo a tudo isso, este foi um fim de semana bastante dedicado aos meus planos, digo, minhas intenções, de montar um grupo de RPG. No sábado, joguei com meus novos amigos do Grupo Aquarela, da USP. Ótimo resultado. Pessoas legais, o jogo fluiu bem, tinha até um menino de uns 19 anos que parecia o Kita: primeira vez que jogava RPG e já estava interpretando super bem, separando on do off, falando como se fosse a personagem. Deu uma certa empolgação, um bocado de esperança, etc e tal. Não dá pra dar como sucesso garantido porque (1) ainda não sei se eles querem mesmo montar um grupo, se vai rolar da gente se ver com assiduidade, etc e tal e porque (2) eles estão muito no fight pra jogar horror moderno (de preferência Mundo das Trevas e o que eu realmente queria mestrar é Shadowrun. E acho que tentar convence-los de jogar outra coisa tão diferente vai ser meio complicado. Mas tudo bem, até agora foi o meu melhor sucesso. Dá pra apostar as fichas.
O segundo proto-grupo é o contrário, não dá pra apostar fichas (não quis dizer que não seja legal). Ok, nem foi muito essa a proposta. É o grupo que surgiu na comunidade do Changeling, the Lost. O mestre já tem um grupo próprio, o outro jogador eu já conheço e o terceiro é a minha querida amiga Brunna, que eu que enxertei no grupo. Considerando que a gente só consegue se reunir uma vez por mês, se tanto, acho que não vamos evoluir até virarmos um grupo. Eu mais tinha esperança de que surgisse algum outro player perdido a que eu pudesse somar esforços.
Ainda assim, foi um bom fim de semana. Um dia mestrando, o outro jogando. Bom ritmo, boas aventuras. Pra quem estava a tanto tempo enroscado, considero isso algo bastante positivo.
12:37 AM
Quarta-feira, Junho 04, 2008
Meu último dia de férias
Tinha tudo pra ser muito legal. Não fui dormir muito tarde na noite anterior. Só tinha aulas das matérias legais, e só um compromisso depois das aulas, ir até o Shopping Eldorado ver se conseguia adiantar as coisas do passaporte. De quebra, tinha programado uma ida com os coleguinhas de classe queridos até o bandejão da USP, programa que eu nunca tinha feito. Toparam até ir comigo no da Física, que é bem mais longe mas tem opção vegetariana.
Obviamente, foi um desastre.
O almoço (e a tarde na USP) foram bem bacanas (fotos abaixo); mas de resto deu tudo errado.
Acordei e meu laptop não estava funcionando. Ao que tudo indica, a fonte dele queimou, já que eu tinha deixado ele recarregando ontem de noite e hoje ele está queimado. Um desastre até razoavelmente comum, pelo que eu percebo, mas que me atrapalha a vida de uma maneira inconcebível. Vai custar caro e dar trabalho encontrar quem conserte. Eu tenho contado bastante com ele nesses últimos tempos, para cursos e trabalhos na faculdade. Pior: ainda está na garantia, mas não aqui no Brasil.
Chegando na faculdade, a professora de Clássicos distribuiu as notas. Tirei um seis! Isso não só me deprimiu profundamente como comprometeu toda a minha tarde – que passei chorando as pitangas com os colegas de classe enquanto tentava conversar com a professora no plantão dela.
É muito frustrante ir mal numa matéria que você gosta. Junta a mágoa com a correção da professora; a frustração com o próprio desempenho; a certeza de que a tendência é piorar, porque de toda a matéria do ano essa parecia a mais interessante e a preocupação com a porcaria do ranqueamento que me assombra como um vilão de filme de terror que vai estrear no fim do ano letivo.
A nota caiu em cima de mim como uma bomba. O resto do meu dia foi o inverno nuclear...
(Não reparem; tive aula de alegoria & símbolo antes de Clássicos; acho que isso explica meu uso abusivo de metáforas...)
Saindo de lá, passei pra ver se conseguia adiantar o meu pedido de passaporte. Descobri que vou ter que ir até a central pra fazer isso. Lá na Ponte do Limão. Não consegui resolver nada, de uma questão que começa a receber contornos de urgência...
Peguei a hora do rush na volta. Duas horas dentro de um ônibus lotado só para subir a Rebouças. A essa hora eu já estava pensando em protagonizar um remake de Um dia de fúria.
Última do dia? Tinha combinado de encontrar como Júlio Razec para dar uma acessória na performance que ele está desenvolvendo para apresentar no SESC e o fofo simplesmente não apareceu. Nem deu notícias. Espero que tenha acontecido alguma tragédia, porque se eu descobrir que fiquei esperando no meio da noite porque ele ficou assistindo TV e esqueceu eu vou ficar muito puto...
E agora já passa da uma e meia da manhã. Imagine como vai ser meu primeiro dia de volta ao trabalho depois de ter dormido só cinco horas...
Uspianos contentes indo bandejar...
Com toda essa fila, a comida deve ser ótima!
Turma de Letras comendo no elegantíssimo jardim de inverno da Física...
Guile ajuda Marina a comer toda sua salada...
Limparam o prato
Fernando, feliz, após ter terminado a refeição...
1:22 AM
Minhas Férias
Meia-noite da terça-feira, 03 de junho. Minhas férias oficialmente acabaram. Eu deveria estar a caminho da cama, já que a partir de amanhã eu volto à rotina frenética da minha vida. Mas eu ando meio carente de desabafar no teclado, então vamos lá...
Já escrevi aqui que eu consegui não fazer nada as minhas férias inteiras. A despeito de elas serem, por definição, um período de descanso e recarga de energias em face dos dias exaustivos que eu tenho tido, não digo isso com orgulho. Eu realmente tinha um monte de coisas pra fazer nas férias e não fui cuidar delas. Agora vou ter que correr atrás do prejuízo nos dias que seguem; acrescentando mais compromissos à minha já frenética rotina...
Dito isso, vale a pena fazer um apanhado. Se não para balanço desses dias, pelo menos pra me lembrar dos meus compromissos.
COISAS QUE EU FIZ NAS FÉRIAS
Terminei o jogo Phantasy Star
É um jogo antigo, de Master System. O único RPG eletrônico que eu já joguei. É longo, complexo e um pouco cansativo, como costumam ser os RPGs eletrônicos. Quando eu joguei, há uns quinze anos, meu irmão terminou o jogo enquanto eu estava na escola. Eu nunca tinha visto o final. Só recentemente (no ano passado) eu consegui, graças ao Infax, um emulador de master system pra rodar o jogo no meu computador. E de lá pra cá, quando me sobrava algum (muito) tempo livre, eu me dedicava a avançar o jogo um pouco mais. Terminei. Finalmente. O final é até um pouco chocho, mas foi verdadeiramente a realização de um sonho de infância.
Fui ao XI EMEL
Nem sei se posso dizer que foi parte das férias, porque foi no feriado que antecedeu as férias. Mas eu viajei pra Minas Gerais, ministrei um curso de quatro horas, revi pessoas que eu não via desde o ano passado e tudo o mais. Já escrevi um post sobre o assunto, então vamos deixar por isso mesmo.
Consertei meu computador
Estava quebrado desde o começo do ano. Me faltava tempo para correr atrás disso. Não que eu tenha corrido muito, o cara veio até aqui, retirou, consertou e devolveu. Mas, de qualquer forma, precisava que isso fosse feito e só consegui agora, nas férias. Também fui atrás da minha conexão de internet. Estou plugado no mundo de novo.
Mudei o layout deste blog
Restaurei o original, pra ser exato. Não estava gostando do novo, com tons de azul demais, mas não tinha tempo de ficar brincando com o html pra poder voltar pro antigo e levar comigo os links dos blogs amigos. Surpreendentemente, consegui.
Arrumei meus quadrinhos
Acho que todos os gibis que eu comprei desde que as aulas começaram estavam ainda espalhados pelo meu quarto de hóspedes. Pra dar uma idéia, a pilha teve que ser dividida em três para não desabar e derrubar o prédio junto. Guardei tudo direitinho nas estantes!
COISAS QUE NÃO FIZ NAS FÉRIAS
Arrumar o resto da casa
Meu apartamento anda tão bagunçado que parece que outra pessoa mora aqui. Um cro-magnon, provavelmente, considerando a incapacidade dele de usar gavetas e estantes. Talvez uma família inteira deles, considerando a sujeira produzida. O fato é que eu queria ter tirado umas duas horinhas para pôr a casa em ordem, resolver todas aquelas pequenas coisas que a mera faxina não resolve (e que, no caso da minha faxineira, só piora). Não consegui.
Cortar o cabelo
Meu cabelo está crescendo num tamanho e formato que fazem eu me sentir o homem-moita (nenhum parentesco com o homem-berinjela nem com a mulher-melancia). Era só uma questão de tirar uma horinha pra passar no Soho Academy e pedir pra fazerem qualquer coisa com meu cabelo. Mas não tive pique nem pra isso...
Ler a cada vez mais extensa bibliografia obrigatória do meu curso
Tinha textos de TODAS as matérias para ler. Para não dizer que ignorei todos, no caminho de volta de Minas Gerais eu li um de clássicos. Os outros quinhentos continuam esperando um momento de inspiração (ou iluminação, ou transpiração) da minha parte.
Fazer o trabalho de IELP
É pra entregar dia 16. O professor até me autorizou a fazer sobre um tema que eu gosto (funk de Curitiba). Eu deveria ter aproveitado todo esse tempo livre pra fazer um mínimo de pesquisa e escrever logo o trabalho. Não aproveitei. Um misto da preguiça generalizada que me domina e a má vontade que esse professor conseguiu despertar em mim. Mas o fato é que agora tenho que correr com isso antes que seja tarde demais...
Escrever o texto da palestra sobre a imagem do brasileiro nos quadrinhos
Isso é ainda mais preocupante. Primeiro porque é mais urgente: dei a aula há quase três semanas, prometi um resumo pras alunas e ainda não fiz. Segundo porque é um compromisso mais profissional: estou sendo pago pra isso. E não me tomaria mais do que uma hora ou duas. Espero conseguir fazer isso ainda esta semana!
Visitar a Ana Mesquita
Ela mora perto da USP, e o aniversário dela é agora no dia 04 (hoje, uma vez que já passou da meia-noite). Até mandei um scrap perguntando se poderia aparecer lá, mas ela não respondeu, então eu meio que perdi a oportunidade...
Freqüentar a academia
A vontade existia. Nos dois primeiros dias das férias eu até cheguei a ir. Mas fui rapidamente dominado pela falta de vontade e o tédio generalizado que imperaram nesses 10 dias...
Renovar meu passaporte
Venceu em abril. Eu deveria ter cuidado disso agora nas minhas férias, principalmente porque nas próximas férias eu pretendo viajar pra fora do país. Não consegui resolver isso (até tentei, mas um monte de probleminhas atrapalharam meus planos). Agora vou ter que tirar um dia, em breve, para ir até a Polícia Federal, lá na pqp da Ponte do Limão e tentar resolver isso...
1:19 AM
Segunda-feira, Junho 02, 2008
Eu sei que estou devendo um post, nem que seja pequenininho, sobre as minhas férias. Afinal, fiquei uma semana sem fazer nada, em casa, sem USP nem TRF. Mas eu não fiz nada com tanta competência que não só não escrevi no blog como de quebra não fiz nada que gerasse assunto pro blog...
Bom... amanhã (ou depois) eu devo escrever um haikai falando de tudo que eu não fiz. Até lá, queria aproveitar o dia de hoje para deixar aqui um texto, tirado, copiado e adaptado da sempre boa coluna 02 Neurônio, aproveitando a contagem regressiva de dias para o Dia dos Namorados.
02 NEURÔNIO
O amor é um grande laço
JÔ HALLACK
NINA LEMOS
RAQ AFFONSO
Uma de nossas últimas colunas, aquela sobre "apelidinhos íntimos", causou a maior polêmica. Para quem não se lembra, recomendamos algumas regras ao usar aqueles apelidos do tipo "mô" para se referir ao namorado. E, embora muita gente tenha vestido a carapuça e confessado usar apelidos bizarros, recebemos uma carta do leitor Jamil que dizia que estávamos "semeando a insensatez". O ex-leitor (sim, porque ele deve ter desistido da gente) ainda dizia: "Ridículo é aquele que não está pronto para a paixão, para o carinho e para o amor".
Culpadas por estarmos fazendo patrulha idelógica dos relacionamentos e por não estarmos prontas para o carinho (coisa que nossos psicanalistas já haviam descoberto muito antes do Jamil), resolvemos liberar. Pelo menos nos próximos 10 dias, já que o Dia dos Namorados se avizinha.
Se você tem namorado e anda reprimindo comportamentos típicos do superego descontrol, libere! Libere esse ursinho de pelúcia que há dentro de você. E, se você não tem namorado... bem, você se ferrou!
- É permitido enviar cartões do Garfield para a pessoa amada.
- Fica liberada até a confecção de camisetas com uma foto do casal estampada.
- A compra daqueles bonequinhos do tipo pom-pom que ficam segurando placas com dizeres "você é minha fofura" também é permitida. Eles são sempre encontrados nas paradas de ônibus no meio de estradas ermas.
- No dia 12, você poderá libertar-se de toda opressão e comprar uma cesta de café da manhã para comemorar logo de manhãzinha uma data tão importante.
- Ninguém mais será acusado de ser mané porque só faz programas com o namorado ou com a namorada. E porque só convida o alheio quando o ente querido dá um bolo.
- Comer fondue também não será considerado uma coisa ridícula. Mesmo que você more em lugares quentes como o Rio de Janeiro ou Rondônia.
- Jovens casais com filhos podem se chamar de "pai" e "mãe". Mas só até o dia 12. Depois, acabou. Desculpe, Jamil, mas isso é cafona messsmo!
- No prazo de 10 dias, casais podem falar tudo na primeira pessoa do plural. "Nós adoramos comer massa; nós adoramos tomar um vinhozinho no frio."
- Casais também podem ter a mesma opinião sobre tudo. Por exemplo: "Nossa cor preferida é flicts". Quer dizer, isso eles não podem dizer. Porque flicts sempre foi e sempre será a cor preferida dos solteiros, por definição.
- E os apelidinhos íntimos ridículos poderão ser gritados em público e serão considerados uma linda prova de amor. Além, é claro, de o casal ter o direiro supremo de só falar as palavras no diminutivo. Libera o gogó, Jamil!
PS: E, se você é solteiro, sim, pode achar que tudo isso é mesmo cafona. Mas o amor é assim. E quem nunca foi cafona por amor na vida que acerte o primeiro ursinho de pelúcia!
3:08 PM
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