A vida do Guile, sem corantes nem conservantes.


























Archives
<< current








































:: Juca [>]
:: Luana [>]
:: Kita [>]
:: Ana Mesquita [>]
:: 02 Neurônio [>]

BLOGUILE
Quarta-feira, Julho 30, 2008
Nao esta sobrando tempo pra escrever, desculpem. E este teclado, pra melhorar, esta desconfigurado... Mas pensei em postar pelo menos umas fotos. Nada de fotologger diva, estou so confirmando que uma imagem as vezes fala mais que mil palavras...

Cores de Londres

CdG
No caminho pra Londres, vermelho.

noite2
Azul.

Noite
Mais azul.

noite5
Mais azul ainda.

Gita
Coincidencias, em amarelo.

amigas
Amigas, em marrom.

Fred
Freddie Mercury, dourado.

Chinatown2
Chinatown, impressionista.

Cubista
Ao lado do Tamisa, cubista.

TrashPalace2
Vermelho, agora em Londres.


8:36 PM

Domingo, Julho 27, 2008

Visitando meu pai

Primeiros dias de férias (férias de verdade, da faculdade e do trabalho) e cá estou eu no interior da França. Estranho admitir, mas eu estava com um bocado de saudades do meu velho. E é gostoso estar aqui. Meu pai tinha até bolado uma programação, uns passeios; mas expliquei pra ele que eu somente queria ficar por aqui e não fazer nada. Curtir a companhia, apenas.

Estar aqui, afastado de tudo, é meio como morar num fundo de tela de computador. Tudo é calmo e tranqüilo, só as paisagens são arrebatadoras. Do lado da casa dele tem uma plantação de girassóis. Parei pra tirar uma foto e acabei saindo de lá me sentindo o Van Gogh...

Fundo de tela

No dia seguinte, saindo de casa, vimos três cervos na portão da propriedade. Fomos chegando perto (de carro) beeeem devagarzinho. Eles foram se afastando, mas conseguimos uma foto. Perdeu definição, eu tive que dar um zoom daqueles. Mas vale pela magia do momento...

Cervos
A foto que eu tirei

Cervos
E o zoom homérico que permite identificar os cervos


Outras coisas

É ótimo estar de novo na França. Depois daquela viagem pros Estados Unidos eu meio que tive problemas para aceitar de novo um vôo na classe econômica; e o horário de verão aqui faz com que o meio da tarde vá até as nove da noite; mas tirando isso é delicioso estar de novo numa terra que eu gosto tanto, onde as coisas funcionam mas não são tão certinhas como nos Estados Unidos. Onde as pessoas se vestem bem diferentes umas das outras, mas sem criar nenhum estilo ou tribo ou movimento por causa disso. E o queijo... ah, o queijo...

Ademais, já fiz uma lista de coisas que esqueci no Brasil: até agora tem oito itens. Nunca mais faço as malas assim, na pressa. Já vi também que não vou conseguir mestrar Shadowrun pro Kita e pra Tepê por conta disso. Estou irado! Mas tudo bem, vamos todos sobreviver.

4:37 PM

Quarta-feira, Julho 23, 2008

poderosa & gládio


Lá fora as duas capas saíram com um intervalo de dois meses, mas aqui no Brasil calhou de as duas estarem na banca ao mesmo tempo. Cada uma de um artista diferente, cada uma de uma revista diferente, cada uma com o personagem-chave de um sexo diferente, mas com um curioso denominador comum. Ambas foram censuradas. Tiveram que ser redesenhadas porque estavam anatomicamente exageradas. Os peitos da Poderosa e a pelve do Gládio foram considerados “impróprios” pela patrulha do politicamente correto. Norte-americano é um bicho estranho...

Os artistas redesenharam. As capas que saíram aqui já são o resultado final. Não sei se sou eu que sou um pervertido, mas pra mim a Poderosa continua com os seios maiores que a cabeça e o Gládio continua muito feliz em me ver.

...

Terça-feira. Por uma confluência estranha de fatores, este foi o primeiro dia de semana no ano inteiro em que eu não tive nada pra fazer de manhã. Pude acordar às oito e meia, tomar um café da manhã e fazer hora em casa antes de ir pro trabalho. Fiquei pensando no quanto a minha vida era simples até eu resolver complicá-la.

Reclamei pra mim mesmo por um minuto. Aí lembrei de como a minha vida andava sem propósito, e como tem sido bacana essa carreira de estudante. É como a Madonna diz: fácil não faz ninguém melhorar.

...

Meu deus, eu estou citando a Madonna? E na “fase madura” dela? Credo... preciso que as aulas recomecem logo!

...

Fim de semana. O último antes da viagem. Deu trabalho pra caramba. Muitos compromissos, muita coisa pendente. Faltei em mais de um evento, pisei na bola com algumas pessoas queridas.

Espero que elas entendam...

Em compensação, os programas aos quais compareci foram todos muito agradáveis. O passeio com a Warbox, a festinha do Juca na casa da Luana, o vinho com a Alexa, foi tudo muito divertido. De quebra, o fim de semana teve uma cara gostosa de nostalgia.

...

E além das coisas que eu não consegui fazer com os amigos, tem também as coisas que eu não consegui fazer sozinho. Não consegui assistir o Kung Fu Panda. E já sei que também vou acabar vendo o novo filme do Batman. Sei que não vou gostar, mas tem tanta gente elogiando que eu não posso simplesmente ignorá-lo.

...


A Dercy Gonçalves morreu. Meio inacreditável, isso. Tinha certeza de que ela ia enterrar todo mundo. De que mais uma geração inteira ia crescer assistindo os impropérios dela no Domingão do Faustão. Achava que a Dercy ia continuar aqui depois que eu morresse. Depois que os Estados Unidos desmoronasse. Depois que humanidade ficasse tão extinta quanto os dinossauros. Achava que a Dercy iria comparecer ao velório da Cher. Mas ela morreu. Ou, como disse o Daniel, a Dercy não morreu; ela desistiu.

...

Viajo na quinta-feira. Leitura que vai na bagagem: Édipo-Rei. Ia falar que só alguém como a minha professora de clássicos faz uma pessoa ler tragédia grega nas férias; mas não é verdade. Teve uma vez em que eu viajei com três peças do Shakespeare na mala (McBeth, Sonho de uma noite de verão e não lembro qual outra.). E noutra viagem, com o Drácula.

12:24 AM

Sexta-feira, Julho 18, 2008

Shots

A aventura de Shadowrun não vai rolar, por conta do atropelo de compromissos. Mas vou ver então se faço o contrário: mestro uma aventura lá em Londres, conectada com a aventura que a gente jogou aqui no começo do ano, e quando eu voltar das férias mestro uma terceira aventura aqui no Brasil, alinhavando as três.

...

Por outro lado, só pensei agora em dizer isso: se alguém aqui tiver presentes para mandar pro Kita ou pra Tepê, pode me entregar. Faço a ponte com o maior prazer.

...

Descobri hoje que vou parar de comprar a Pixel Media. O que chega a ser bizarro, porque o material que eles estão publicando é bastante bom. Mas desde que Promethea saiu do mix para ir pra uma outra revista (Fábulas Pixel), os títulos que sobraram se dividem entre aqueles que eu já li (seja em inglês, seja em edições anteriores) e aqueles que eu não faço questão de ler (por serem fracos, ou não tão bons para justificar a compra de uma revista inteira). No primeiro time estão as Tomorrow Stories do Alan Moore e o Y – the last man. No segundo, DMZ e Hellblazer.

...

Na contra-mão do post debaixo, eu tenho que dizer que recebi hoje uma autêntica declaração de amor: a Luana não tinha convidado a Beta pro aniversário do Juca porque tinha lido aqui no meu blog que a minha convivência com ela era desconfortável.

Depois disso, eu estou até com medo do Juca vir tirar satisfações uma hora dessas. Qualquer pessoa que troque a companhia da Beta pela minha deve realmente me amar. A Beta é simpática, sorridente, bonita, divertida, inteligente... a alegria de qualquer festa. Nem minha mãe troca a companhia da Beta pela minha. Alguém que faz isso realmente me ama!


9:05 PM



bat-signal

A culpa é toda dele !

Culpa do Batman, que tinha um bat-sinal. Ou do Super-Homem, que deixava o Jimmy Olsen com um relógio que emitia um pedido de socorro ultra-sônico (é sério). Ou de outros heróis das histórias em quadrinhos que permearam a minha infância. Mas o fato é que eu sou incapaz de recusar um pedido de ajuda. Aí uma pessoa com quem eu não planejava falar de novo me liga aos prantos e eu vou encontrar com ela.

Algumas horas de conversa nas quais a gente só fala sobre amenidades. Ou sobre as desgraças que acontecem com os outros, ao invés de falar das nossas. Mas mesmo isso faz toda a diferença. Estar lá é o mais importante.


9:04 PM

Quarta-feira, Julho 16, 2008

Curtas

Tanta gente bacana me pediu (Luana, Ana Mesquita, Barata, etc) que eu acabei indo ver como é que eu faço para aceitar comentários no blog. Descobri que precisa ser assinante do serviço globo.com pra isso.

Isso é novidade. No tempo do blog de witchcraft o povo deixava comentários sem problemas. E eu não era assinante. E não pretendo ser.

Aí fico pensando no que faço. Mudo de host para passar a aceitar os comentários dos amigos queridos, correndo o risco de perder os freqüentadores por conta da mudança de endereço ou desencano dos recados e continuo com tudo do jeito que está?

Adoraria pedir a opinião de vocês, visitantes deste blog. Mas este blog não aceita comentários...

...

Tenho ouvido reiteradamente a versão que a Alanis Morrissette fez da música do Black Eyed Peas. Hilário ver como todos os clichês pseudo-gangsta foram substituídos pelos clichês pseudo-líricos. E a música ficou ótima.

...

Contagem regressiva para a viagem de férias. Já estou com meu passaporte novo, mas ainda não fiz nenhuma reserva. Nem de hotel, nem de vôo. E ainda preciso fazer a compra na amazon.co.uk pra entregar na casa do Kita e da Tepê...

...

E a aventura de Shadowrun neste fim de semana, ao que tudo indica, vai rolar. Está só na pendência de ter um quórum mínimo. O que significa também que eu vou precisar fazer mais planilhas.

...

Além da edição dos mojos books que eu estou fazendo, enfiei na cabeça de escrever um mojo single (contos bem curtos, inspirados numa música só). Já escrevi uns quatro, mas não gostei de nenhum. Estou pensando em postar aqui para que o público diga de qual gostou mais...

...

Ainda não assisti o Kung Fu Panda. Vou ver se faço isso no domingo. Se eu deixar pra quando voltar de viagem pode não estar mais em cartaz.

...

Olhando as minhas médias do primeiro semestre de faculdade, eu vejo que até que me saí bastante bem. E chego a algumas conclusões:

- Valeu a pena tanta correria e tanta preocupação
- Ainda tenho chances de fazer a habilitação em inglês
- O mala do professor de IELP fez todo o possível para dificultar minha vida
- A Literatura Comparada é o meu futuro
- Em 2009 eu começo a fazer todo tipo de disciplina optativa

...

Amor?
Humor.


11:51 PM

Terça-feira, Julho 15, 2008

Agora, muito cá pra nós: se teve uma coisa que eu fiz no tempo livre dessas minhas pseudo-férias no Mato Grosso do Sul foi assistir TV. Vi tantos episódios dos Simpsons que deu até pra cansar.

...

O que não deixa de ser um sinal de que a série já não é tão boa quanto antes... Acho que depois de 18 temporadas, já está na hora de pensarem em aposentar a pobre família e deixá-los descansar no asilo pra desenhos animados que a Fox deve ter...

9:46 AM

Segunda-feira, Julho 14, 2008

Minhas férias

Sim, sim, é óbvio que essas duas semanas no Mato Grosso do Sul não foram férias. Primeiro de tudo, porque foi uma viagem a trabalho. Segundo porque, se fossem férias, eu teria escolhido um destino mais bacana, tipo a Chapada, ou Bonito. E não Naviraí. Terceiro porque as minhas férias de verdade começam só na semana que vem. Mas me sinto meio na obrigação de dar um overview das minhas desventuras nessa terra estranha.

Tão logo chegamos em Campo Grande (e isso não foi tão “logo assim”... foram mais de mil quilômetros de carro), percebi que muito do que eu imaginava do Mato Grosso do Sul estava errado. Pra começar, o clima não era tão quente assim. Batia um vento frio constante para aliviar o calor do sol. Não chegava a ser uma cidade fresca, mas não era nem de longe tão desagradável quanto Presidente Prudente (pra dar só um exemplo).

Ademais, meu vegetarianismo deu menos trabalho do que eu imaginava. Pelo menos em Campo Grande, onde tinha um shopping center com Habib’s, Subway, Speddini e afins. Em Naviraí foi bem mais complicado. Cidade pequena, sem shopping e só com dois restaurantes por quilo. Para melhorar, a culinária local manda pôr carne em tudo. Até no purê de batata eles enfiavam frango desfiado! Passei uma semana inteira quase que só a arroz com salada.

O trabalho era intenso, mas nada particularmente complicado. Não sobrou muito tempo livre, então só fizemos um turismo básico em Campo Grande (Naviraí nem tinha por onde). Queria ter esticado até Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, mas não rolou.

Na volta do Mato Grosso do Sul, ainda desci até Santa Catarina para a festa de aniversário da minha sobrinha caçula, a Padmini. Deu tudo certo, a festa foi ótima, a menina está uma graça, a convivência em família esteve dentro do limite do suportável...

Hoje é segunda-feira. Estou de volta à minha vida cotidiana, ainda que por pouco tempo. Ainda bem. Não agüentava mais pegar tanta estrada.


10:22 PM



Em tempo...

O texto abaixo foi escrito há mais de quinze dias, logo antes da minha viagem. Como ele ficou no computador de casa (e não no meu laptop), não tive acesso a ele até hoje. Postá-lo agora me parece um pouco estranho (e bastante defasado), mas eu detesto deixar coisas pendentes. Assim, aqui vai o texto e, na seqüência, um update do assunto:

My feelings about yesterday

You tell me that you love me
you tell me that you care
but when I need you, baby
Baby, you’re never there

“Never There”, Cake



Passou quase uma semana desde a bomba emocional que explodiu entre o domingo e a segunda-feira. De lá pra cá, já derramei lágrimas no ombro da amiga, já refleti sobre o(s) assunto(s), já cogitei vários “o que aconteceria se...”. Conclusão que é bom eu ainda não cheguei a nenhuma.

Fico pensando na coincidência que é ter dois estresses no mesmo fim de semana. E em quão curioso é ver que ambos acontecem por conta do mesmo motivo: gente que não está ao meu lado quando eu preciso delas.

Essa constante me chateia. Um namoro foi pro vinagre por causa disso; e antes disso uma amizade também já tinha ido. Tudo porque algumas pessoas que, eu sei, gostam de mim, ainda assim fizeram todo o possível para que eu me sentisse desprezível. A ponto de eu não querer mais falar com elas.

O mundo é um lugar estranho.

Passados alguns dias, a poeira já abaixou, a contagem de corpos já terminou e a imprensa internacional pode fazer um levantamento do quadro geral do conflito.

Eu estou bem. Não feliz, mas bem. Sereno, sei lá. Rola uma melancolia, mas ela é sóbria, acompanhada da certeza de que as coisas não poderiam ter terminado de outro jeito.

Ademais, me consola horrores pensar em como eu fui civilizado em ambos os casos. Não fiz escândalo, não parti pro ataque, não piorei a situação. Fui claro, honesto, neutro, sincero. E mesmo assim (espero) não fui frio nem cínico. Ouvi muito mais do que falei. Saí de um conflito capaz de aceitar uma proposta de emprego e do outro mantendo a amizade de uma pessoa com quem eu já vi que o amor seria impossível.

Vitória?

Não, acho que não. Não sei até que ponto existem vencedores e perdedores numa guerra. E, considerando que eu perdi uma amizade e um namoro, não dá pra me sentir muito vitorioso.

My feelings about two weeks ago

While truckin' down
The road of life
Although all hope seems gone...
I just move on

“I move on”, Chicago Soundtrack


Duas semanas fora de São Paulo, enfiado em trabalho até o pescoço, me ajudaram a não pensar no assunto. Agora, de volta à minha casa, vejo que toda essa situação continua igualmente enroscada. Pelo menos pra mim.

Com relação à Beta, não tenho maiores pretensões. Não acho que a gente vá voltar a se falar, e já estou meio preparado para encontrar com ela com alguma inevitável freqüência. Isso não é confortável, mas não é insuportável. E “confortabilidade suportável” tem sido a tônica do nosso relacionamento já há mais de um ano. Agora, mais do que nunca, eu acho que posso conviver com isso.

Com relação ao Michel, tudo muda de figura. A despeito de tudo o que foi dito – de mim pra ele, dele pra mim, de mim pra este blog – eu esperava que depois de pensar um pouco ele caísse em si e pedisse para tentarmos de novo. Não é difícil saber que eu diria sim. Sempre fui imperfeito demais para não acreditar em segundas chances. Mas já chegamos no final da segunda-feira e ele não me ligou, mesmo sabendo que eu estou em SP. Não há porque acreditar que ele vá me ligar outro dia, portanto. O que quer dizer que nós só vamos nos ver quando eu ligar pra pedir as minhas coisas que ficaram na casa dele. E vai ser só uma conversa madura e prosaica entre duas pessoas que não estão mais juntas.

Vitória?

Não. Definitivamente, não.


10:19 PM


A boa safra de 2008

Este tem sido um ano espetacular no mercado dos quadrinhos. Acho mesmo que, no futuro, os estudiosos vão dizer coisas como "Ah, mas nós nunca tivemos outra safra como a de 2008" ou "esse ano nós tivemos lançamentos tão bons que eu quase me sinto como se fosse 2008 outra vez".

Justiça seja feita, nem todos os lançamentos de 2008 são realmente de 2008. Na verdade, foi um casamento feliz entre o bom material que foi lançado este ano (ou ano passado nos EUA) e um bom material que foi lançado há vários anos lá fora, mas só agora chegou no Brasil.

Nos gibis de linha, merece destaque o bom trabalho que a Pixel está fazendo, em especial assumindo a nobre tarefa de publicar aqui em terras tupiniquins o belíssimo trabalho de Alan Moore, Promethea, com uma periodicidade mensal que nos enche de orgulho. Outras séries, como Authority e Fábulas também aumentam o coeficiente de qualidade dos lançamentos deste ano. Ainda no Universo Vertigo/Wildstorm, a Panini lançou o Leões de Bagdá, uma ótima história da Vertigo, que faz uma mistura de Rei Leão com Persépolis com os documentários em quadrinhos do Joe Sacco. E ainda assim fica uma coisa incrível de boa.

A Panini, temos que dizer, não está um desastre absoluto. O material publicado pela DC lá fora está um desastre, e a Marvel não vai muito melhor. Mas aqui no Brasil nós tivemos um encadernado dos Supremos, outro da fase do Grant Morrison dos X-Men e uma ou outra coletânea interessante... Pensando bem, todas da Marvel. Na verdade, o Universo DC atualmente não está servindo nem pra forrar a gaiola do meu periquito... Como honrosa exceção, há a série Superman All Stars, do (sempre ele) Grant Morrison. É uma minissérie mensal de doze números que está levando uns três anos pra terminar, mas cada número compensa todo e qualquer atraso. E lá fora o gibi está atrasado igual. Mas cada episódio é tal grandioso e magistral que vale a pena esperar. E como só faltam mais dois números, é possível que a série termine ainda em 2008... Uma pena que o mesmo não possa, nem de longe, ser dito do Batman All Stars, do Frank Miller. Está igualmente atrasado, mas não é nem de longe tão bom.

De qualquer forma, o mundo dos alternativos também está que só me enche de alegria. Já comentei do P.L.A.I.N. Janes, que só saiu lá fora; e do Fun Home, que saiu aqui com o subtítulo uma tragicomédia em família. São ambos gibis que ninguém deveria passar a vida sem ler. Além deles, o Pequenos Guardiões, lançado pela Conrad, vale a lida. E tivemos também uma edição de luxo do Persépolis e o lançamento do outro gibi da Marjane Satrapi, o Frango com Ameixa. E o terceiro livro do Scott McCloud, Fazendo Quadrinhos, que é uma leitura tão interessante que nem parece texto técnico.

E mesmo a produção nacional tem nos brindado com algumas obras dignas de nota: os três amigos têm lançado algum material em conjunto e o Laerte escreveu o Laertelevisão, misto de almanaque de curiosidades com livro de memórias da infância. Fofo. E tivemos também o Irmãos Grimm, com adaptações de contos de fada feitas por quadrinhistas locais. Muito bom!

1:19 AM



A vergonha alheia indo audaciosamente onde ninguém jamais foi antes...

Como acontece com quase todo mundo, eu sofro de vergonha alheia. E como acontece com todo mundo que sofre de vergonha alheia, a vergonha é proporcional ao grau de identificação que eu tenho com o objeto da minha vergonha. O que acaba fazendo com que eu me envergonhe por conta de todas as gafes que eu vejo um hare krishna cometer. Sim, mesmo depois de todos esses anos e do meu rompimento total com o movimento, ele ainda me deixou esse brinde interessante: me provoca vergonha alheia.

Por isso esse caso em particular me incomoda tanto. Porque o menino é hare krishna e é estudante de letras. Eu já sei que ele é aspirante a discípulo do maharaj Chandra Mukha. E conhece (ou pelo menos tem como amigo no orkut) a Braja Sevak dd. E parece ser um cara do bem, tranqüilo, bem resolvido com sua religião. Aí me dá uma dessas:

Comunidade dos calouros da Letras. Alguém abriu um tópico "o que está lendo nas férias". Mais de quarenta comentários, todos curtos, dando só o nome do livro e algum comentário do tipo "o professor tal vai mandar ler no segundo semestre" ou "tô lendo Harry Potter porque nas férias faço questão de fugir da alta literatura". Aí o fofo do menino me deixa um comentário de meia tela, com o título "mundo material, leitura espiritual". Dá um testemunho longo, pedante, de como os livros de Prabhupada mudaram a vida dele. Enaltece a cultura védica. Fala que os estudiosos materialistas nunca vão ser capazes de entender os Vedas. Sugere que todo mundo na comunidade leia os livros. Dá uns cinco títulos de livro como sugestão, e acrescenta que todos eles estão disponíveis na biblioteca da FFLCH. Enfim, o menino não peca pelo minimalismo.

Fico pensando se eu, nos meus tempos de devoto empolgado, já fiz isso. Já fui dando sermão quando tudo que me pediram foi uma frase. Se já saí atacando o conhecimento formal antes mesmo do conhecimento formal ir se impondo pra cima de mim. Se já tentei enfiar Srila Prabhupada goela abaixo de gente que nem sequer demonstrou interesse...

Tomara que não. Tomara mesmo que não. Detestaria descobrir que, além de vergonha alheia, eu agora vou ter que sofrer de vergonha atrasada.



PS: Se houver alguém aí muito interessado em ler o comentário do menino na íntegra, basta recortar e colar no browser o link que segue:

http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=30644300&tid=5220309122246422708&na=4&nst=36&nid=30644300-5220309122246422708-5220807566136289791

1:17 AM



A vida e obra de Guilherme Choovanski

O nome surgiu não foi nem como apelido. Foi uma brincadeira de um amigo, uns cinco anos atrás, depois de eu ter dado pra ele ler o primeiro arco do Estranhos no Paraíso. E nunca imaginei que fosse vingar.

Também não chega a ser um pseudônimo. Acho que não tem ninguém que me conheça por Guilherme Choovanski, e os poucos amigos que me chamam por esse nome o fazem mais por brincadeira do que por hábito.

Mas ele existe. E está crescendo.

Eu comecei com o cadastro do Skype. Achei que Choovanski tinha menos chance de gerar homonimia. Afinal, o sobrenome nem existe. Quando fiz uma pesquisa sobre ele no google só saiu a Katina Choovanski, a personagem de quem eu roubei o sobrenome.

Depois eu assinei um mojo book com o nome; mais porque talvez fosse escrever outro conto mais pra frente e ficaria melhor se os dois saíssem como obras de autores diferentes do que por qualquer outro motivo. Depois, quando refiz o meu profile do orkut, decidi colocar o sobrenome adotado ao invés do de nascimento. Nem sei dizer por quê. Meu perfil não tem nenhuma informação confidencial, não vai ser escrutinado pelo pessoal do RH de nenhuma companhia, não é fake, nada. Acho que é a minha segunda personalidade tomando forma.

(esquizofrênicos do mundo, uni-vos!)

Agora eu fui convidado pra quebrar um ganho de editor na mojo books. Já falei pro Giassetti que se for pra pôr o meu nome em alguma coisa, melhor deixar Guilherme Choovanski. Para associarem ao conto que eu escrevi, sei lá. Ou para não conflitar com a minha carreia profissional convencional. E hoje eu recebi um telefonema do cara que tinha me convidado para participar daquela antologia de contos de terror. Disse que aprovou meu conto, mesmo ele tendo chegado uns dias depois do prazo limite. Isso é muito bacana. Me deixa empolgado à beça. E vai sair como outra obra do Choovanski.

Há planos pro futuro, também. Eu e o Leco temos um projeto de gibi em andamento. Se ele vingar, sei que o roteiro vai sair com o meu nome de plume. Qualquer outro mojo que eu esceva, também vai ser de autoria dele. É como que se de repente eu virasse o acadêmico e ele o artista.

Fico pensando no Conan Doyle com o Sherlock Holmes. Ou no Angeli com a Rê Bordosa. Será que chegarei ao extremo de ter que lutar com o Choovanski pelo controle do meu ser? Será que terei que matá-lo. Duvido. Não sou esquizo a esse ponto.

Por outro lado, melhor começar a descobrir se o Choovanski tem alguma fraqueza. Só por garantia, sabe. Ele conhece todas as minhas...

1:15 AM

Domingo, Julho 06, 2008

Já saí de Campo Grande, estou agora em Naviraí. Sul do Mato Grosso do Sul, quase Paraná.

Estava olhando a minha agenda e ela está realmente enroscada. Eu fico só dez dias em São Paulo, antes de viajar de novo para encontrar o Kita e a Tepê.

Pra eles é garantido que eu vou mestrar RPG. Shadowrun. Estava até a fim de bolar uma aventura em trilogia: mestrar um primeiro capítulo aqui, um segundo lá pra eles e o terceiro aqui, de volta. Cada um deles com começo, meio e fim, mas interligados. Que nem eu fiz com aquela campanha de Licantropos, uns dois anos atrás.

Não sei se rola. Se fosse pra mestrar antes da viagem, teria que ser obrigatoriamente no sábado 19/7, único em que estarei em São Paulo. Não sei se consigo montar planilhas, não sei se consigo público. Vou tentar falar com a Alina e o Daniel em algum momento da semana. De repente consigo juntar eles, a Nana e a Paulinha. Seria perfeito. E acho que todo mundo também ia curtir um bocado. Tanto o pessoal daqui quanto o de lá.

2:07 AM

Terça-feira, Julho 01, 2008
Mandei mensagens de celular prum monte de gente hoje... não tenho certeza de que eles vão receber...

As minhas, por outro lado, eu estou recebendo numa boa. Já sei até que passei em lingüística. E com uma nota boa! Que alegria!


1:06 AM

This page is powered by Blogger.